Um mau cheiro exalava e tomava o ar
tornando-o quase irrespirável. As pessoas que o viam naquele estado
desviavam-se trocando de calçada para não passar perto dele. Uma tristeza
imensa tomou conta de mim. –Como alguém pode chegar nesse estado de completa desilusão
da vida e se entregar de corpo e alma a um vício que degrada a honra humana?
Não importa, ele estava ali e eu tinha que levá-lo para casa. Com esforço maior
que minhas próprias forças levantei-o da calçada e meio que amparando e
carregando-o nos braços abri o portão de casa e minha mãe e meu irmão correram
para ajudar. Depois de um banho quente, roupa trocada, lá estava ele. Aquele
era o tio que eu conhecia e admirava. Inteligente, pensamento rápido,
trabalhador. –Eu vou para! dizia ele todas às vezes que era encontrado caído
numa calçada qualquer – Eu vou parar com esse maldito vício! Não sei dizer
quantas ouvi dele essa mesma frase. Na
manhã seguinte era sempre a mesma coisa. Lava o rosto, escova os dentes,
penteia os cabelos. Afinal ele é vaidoso e por que não dizer que ele é bonito?
–
Venha tomar o café José! Era minha mãe chamando-o para o café da manhã, que
se não era um farto café servia bem como a primeira alimentação do dia. – Já
vou! -Vou dar um pulinho ali na frente e volto para tomar o café...Um mau cheiro exalava e tomava o ar
tornando-o quase irrespirável... Foi assim até que um dia sua vida acabou e
para marcar ainda mais minha história nessa vida ele morreu no dia do meu
casamento.
É, pode ter vício que prejudica o ser
humano igual ao vício da bebida alcoólica, mas com certeza não tem pior!
Manoel
2011

Concordo com você. Só não dá pra entender por que a publicidade é liberada e fartamente vinculada ao sucesso, nos negócios, na vida e com as mulheres. Fora, utilizarem ícones da juventude para aparecerem nas peças publicitárias.
ResponderExcluirO dinheiro deve ser bom, para a mídia em geral, e para os congressistas, que fecham os olhos, descaradamente.
Abraços